Grupo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização Científica e Tecnológica

Banco de Dissertações e Teses

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Mestrado Profissional Abordagem Genérica

A inserção dos espaços não-formais de ensino e de narrativas de cientistas negras no 9o ano do Ensino Fundamental: quebrando estereótipos e promovendo a Alfabetização Científica

Nome do(a) autor(a)

Anderson Miguel Dos Santos Da Paz

Nome do(a) orientador(a)

Maria Beatriz Dias Da Silva Maia Porto

Instituição IES

UERJ

Ano de Defesa

2024

Resumo

Uma das funções do ensino de Ciências é fornecer aos alunos ferramentas para uma compreensão adequada da sua realidade. Parte desta compreensão envolve compreender como, onde e por quem o conhecimento científico é produzido e socializado. Muitos estudantes têm uma visão reduzida da prática científica, acreditando que a Ciência só é realizada em laboratórios tradicionais através da promoção de misturas de elementos químicos e provocando explosões, ou seja, uma prática desligada da vida quotidiana, relacionando também a figura do cientista ao homem branco, excluindo as mulheres, especialmente as negras. Pensando nesse contexto, propõe-se incluir espaços de ensino não-formal no currículo de Ciências dos alunos do Ensino Fundamental e promover uma roda de conversa entre esses alunos e mulheres negras cientistas, com o objetivo de dissipar essa visão equivocada. Para sustentação teórica, trazemos autores que discutem a prática científica e seus agentes, a Alfabetização Científica, o papel da mulher negra na Ciência, o currículo de Ciências no Ensino Fundamental, a formação de Professores de Ciências e os espaços não-formais de ensino. O objetivo desta pesquisa é, portanto, construir uma proposta de ensino voltada para alunos do nono ano do Ensino Fundamental de uma escola pública, localizada no município de Seropédica, no Rio de Janeiro, que os leve a refletir sobre a Ciência e a prática científica, com vistas a Alfabetização Científica, e construir uma concepção mais coerente e inclusiva de seus atores e de sua produção científica. No que diz respeito ao campo metodológico, trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, que utiliza elementos da pesquisa-ação. A coleta de dados foi realizada de formas variadas, utilizando registros em diários de campo, gravações e questionários semiabertos, estes respondidos por Professores de Ciências. A análise dos dados coletados foi realizada de acordo com a teoria da análise de conteúdo de Bardin. Como Produto Educacional fruto da pesquisa, foram elaborados dois artefatos: um guia de atividades intitulado “Como ser cientista sem o jaleco branco?” a ser praticado em espaços não-formais de ensino localizados no município de Seropédica e municípios vizinhos, desenvolvido e aplicado durante a pesquisa; e um diário, “Memórias dos dias que fomos cientistas…”, que traz algumas das artes produzidas por estudantes participantes da pesquisa. Os artefatos que constituem o Produto Educacional podem ser adaptados para diversos anos de escolaridade e utilizados por diversos municípios. Além de ser aplicado, o Produto Educacional foi avaliado, em uma perspectiva de validação, por Professores de Ciências que afirmaram a viabilidade de inserção dele no currículo da Educação Básica. Como apontamentos da pesquisa, foi apurada a necessidade de se desenvolver uma formação de Professores mais pautada na Alfabetização Científica, na qual o Professor se munirá de ferramentas, como a utilização dos espaços não-formais de Ensino em suas práticas, que façam com que seus alunos consigam desenvolver uma visão holística sobre o fazer científico e seus atores.

Palavras-chave

Alfabetização Científica Espaços não Fazer científico Mulheres negras na Ciência formais de ensino

Classificações

Nível de Ensino

EF II

Componente Curricular

Ciências

Público Alvo

Alunos, Professores

Modalidade

Regular