Grupo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização Científica e Tecnológica

Banco de Dissertações e Teses

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Doutorado Acadêmico Escolar

Dimensões da Alfabetização Científica na formação inicial de professores de Química

Nome do(a) autor(a)

Rosana Franzen Leite

Nome do(a) orientador(a)

Maria Aparecida Rodrigues

Instituição IES

UEM

Ano de Defesa

2015

Resumo

A Alfabetização Científica (AC) tem se configurado como meta a ser atingida por propostas de ensino de Ciências para o século XXI. Com isso, este tema vem sendo foco de estudos e pesquisas que repercutem na formação inicial e continuada de professores da área de Ciências naturais. Vários termos e conceitos são encontrados na literatura quando se revisa o referido tema. Diante disso, propusemos dimensões de AC para a formação inicial de professores de Química, sendo elas: a) entendimento da natureza da ciência e dos conhecimentos científicos; b) identificação e reconhecimento da importância do significado dos conceitos e das teorias científicas nos processos diários; e c) clareza dos aspectos sociocientíficos envolvidos nas diversas situações da vida. Para essa proposição, nos alicerçamos em referenciais, tais como Laugksch e Carvalho, que consistem em importantes trabalhos de revisão sobre o termo e os conceitos de AC. Pautando-nos, principalmente, em Millar, Cachapuz et al., Santos, Sanmartí, Gil Perez et al., Sasseron e Carvalho, Auler e Delizoicov, e buscamos uma articulação entre eles, a fim de produzir novos significados, agora voltados para a formação de professores. Procuramos ainda trazer, nessa articulação, as ideias relacionadas à formação de professores, de Maldaner, Carvalho e Gil-Pérez e Pimenta. Considerando de extrema relevância investigações sobre o desenvolvimento do processo de Alfabetização Científica no âmbito escolar, este trabalho teve o objetivo de investigar como um curso de Química-Licenciatura contribui para a Alfabetização Científica de seus estudantes, como cidadãos e futuros professores. Assim, participaram desta pesquisa 51 estudantes de um curso de química-licenciatura de uma universidade estadual do Paraná, que responderam a um questionário, a entrevistas semiestruturadas, além de terem produzido narrativas. Da análise dos dados emergiram as representações dos estudantes sobre ciência, cientista e trabalho científico. Tais representações são carregadas de aspectos simplistas e populares, o que implica também o não reconhecimento de outros aspectos relacionados às atividades científicas, tais como os aspectos sociocientíficos. Com relação às questões ambientais, também não identificamos nada muito além de representações românticas e pautadas na conscientização, e ainda, esta seria considerada papel da escola. Foi possível identificar, além disso, uma ausência de reflexão acerca do conhecimento a ser ensinado na escola, o que revela uma das lacunas deixadas nessa etapa da formação, principalmente no que se refere às transformações pelas quais o conhecimento passa até chegar à escola. Assim, os professores em formação são envolvidos em conceitos bem definidos e considerados puros pelas disciplinas de conteúdos específicos do curso, enquanto que as disciplinas da área de ensino demonstram preocupação com discussões mais amplas, contemplando temas sociocientíficos e questões de cunho epistemológico. O estudo evidencia ainda a necessidade de se repensar os cursos de formação inicial de professores de química, buscando a inserção dos licenciandos numa cultura científica, que, a nosso ver, pode ser orientada pela incorporação das dimensões de AC aqui propostas não apenas ao perfil do profissional formado, descrito nos documentos oficiais, mas também à rotina desses cursos, cabendo a eles a opção pela forma de organização.

Palavras-chave

Alfabetização Científica Formação de professores Ensino de Química

Classificações

Nível de Ensino

ES

Componente Curricular

Química

Público Alvo

Alunos

Modalidade

Regular