Grupo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização Científica e Tecnológica

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Mestrado Acadêmico Escolar

A Alfabetização Científica no Atendimento Educacional Especializado (AEE): estudo de caso em uma escola no sul do Espírito Santo

Nome do(a) autor(a)

Erica Castellari Costa

Nome do(a) orientador(a)

Simone Aparecida Fernandes Anastácio

Instituição IES

UFES

Ano de Defesa

2018

Resumo

O número de alunos público-alvo da educação especial (PAEE) vem aumentando no Brasil e pode ser compreendido como um reflexo das políticas públicas que visam a inclusão escolar, como a implementação do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O trabalho entre os professores da sala regular e de educação especial está disposto nos documentos legais que regem o AEE. Contudo, percebe-se que esse apoio tem dado maior ênfase à leitura, escrita e conhecimentos matemáticos em detrimento a outras áreas do saber, como o ensino científico. Assim, buscou-se investigar como tem se configurado o processo de alfabetização científica de alunos com deficiência intelectual (DI) no AEE da escola em estudo. No intuito de compreender o contexto da educação especial, bem como sua relação com a alfabetização científica, discute-se sobre um breve histórico da Educação Especial, o processo de implementação da inclusão de alunos PAEE nas salas de ensino regular, também sobre o AEE e as contribuições do ensino de Ciências para a alfabetização científica de alunos PAEE ou não. O trabalho, de abordagem qualitativa, caracteriza-se como um estudo de caso, sendo que o contexto investigado foi tanto o AEE- professor da Educação Especial e onze alunos com DI-, quanto o corpo pedagógico e professores da sala comum. Optou-se por coletar dados a partir da aplicação de questionário, observação participante e registro em vídeo das atividades desenvolvidas em sala de aula. As atividades de Ciências foram planejadas em colaboração com o professor do AEE. Procurou-se avaliar o trabalho colaborativo e as contribuições dos temas trabalhados para a alfabetização científica dos alunos. Com a análise dos questionários buscou-se compreender as percepções dos professores e do corpo pedagógico frente às políticas de educação especial e também sobre a organização e funcionamento do AEE. Destaca-se que a escola possui o AEE que atende alunos com DI de todo o município, tem professor com formação na área da Educação Especial e com boa compreensão das políticas de educação especial que assumem a perspectiva da educação inclusiva, porém, os professores da sala regular ainda percebem esse apoio como um espaço de reforço escolar e não tem compreensão clara quanto à função do mesmo, mas compartilham a necessidade do trabalho colaborativo. A escola garante a acessibilidade na instituição tanto aos seus alunos PAEE quanto aos visitantes. Os resultados das atividades de Ciências mostraram a importância da troca de conhecimento entre o professor do AEE e o de Ciências. Os mesmos conseguiram promover um ambiente adequado que permitiu uma interação significativa para o processo de aprendizagem dos alunos. Acredita-se que as atividades escolares puderam conduzi-los ao processo de internalização – passagem da atividade externa para atividade interna –, proposta pela Teoria da Atividade. Conclui-se que a utilização de diferentes metodologias em sala de aula amplia a aprendizagem dos alunos com DI. As práticas e o ensino diferenciado possibilitaram o desenvolvimento e a desenvoltura daqueles alunos no AEE, e, além disso, não foi preciso mudar ou desconstruir o planejamento do professor da Educação Especial.

Palavras-chave

Ensino de ciências Alfabetização Científica Inclusão

Classificações

Nível de Ensino

Abordagem Genérica

Componente Curricular

Ciências

Público Alvo

Abordagem Genérica

Modalidade

EE