Grupo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização Científica e Tecnológica

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Mestrado Acadêmico Escolar

Alfabetização Científica humanizadora como anteprojeto de conscientização: um estudo na formação inicial de professoras e professores de Ciências

Nome do(a) autor(a)

Leandro Da Silva Barcellos

Nome do(a) orientador(a)

Geide Rosa Coelho

Instituição IES

UFES

Ano de Defesa

2024

Resumo

Esta tese se desenvolve a partir da seguinte pergunta: como a Educação em Ciências pode contribuir com a conscientização, visando a humanização e a superação do subdesenvolvimento? Assumimos Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire como lentes teóricas para discutir conceituações de alfabetização científica (AC), o cenário de formação docente voltado para ela e alguns desafios para uma educação científica que considere a realidade nacional. Defendemos a tese de que a formação de professores/as de Ciências deve ser um processo de conscientização sobre a profissão docente e a educação científica comprometida com a humanização e a superação do subdesenvolvimento. Formulamos o conceito de alfabetização científica humanizadora (ACH) como objetivo educacional e suleadora da formação e do trabalho docente, destacando o ensino por investigação (ENCI) como base de uma práxis investigativa. Assumimos a ACH como anteprojeto de formação para construir e implementar um processo formativo com o objetivo de compreender o desenvolvimento da conscientização (da apreensão à fase crítica) dos/as participantes. Realizamos uma pesquisa-formação no segundo semestre de 2022, recorrendo aos pressupostos da narrativa para contemplar as vias externa e interna de formação. O contexto foi a disciplina de Estágio Supervisionado em Ensino I, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, numa turma de 11 estudantes. Os dados foram produzidos: nas interações verbais durante os encontros da disciplina e gravadas em áudio; nos relatos escritos produzidos pelos/as licenciandos/as nos relatórios finais individuais de estágio, os quais continham os planos de aula e memorial; observações em diário de campo dos formadores; conversas no grupo da turma em um aplicativo de mensagens instantâneas; e documentos elaborados no planejamento da disciplina. Utilizamos a compreensão cênica para interpretar qualitativamente as narrativas, com foco nos/as discentes. As cenas nos contaram o processo de elaboração da disciplina, considerando a totalidade de fatores condicionantes do contexto, como a volta ao ensino presencial, o calendário apertado, as lacunas do ensino remoto, o período eleitoral e a copa do mundo de futebol. Enfrentamos o contraditório cenário de ser e não ser o melhor momento para desenvolver a ACH na formação inicial. Na história da disciplina, observamos o caráter político das discussões, o aguçamento da sensibilidade social para os problemas sócio-históricos da realidade nacional, a leitura crítica da realidade escolar e a coletividade no enfrentamento aos desafios de se apropriar e elaborar atividades investigativas. A mediação pedagógica do formador e da formadora, atenta aos desafios do contexto, favoreceu o estabelecimento de um lócus para uma práxis investigativa. A análise dos relatórios de estágio evidenciou a idiossincrasia da conscientização, em que cada participante relacionou os pressupostos da ACH e do ENCI a sua respectiva base sócio-histórica. Entendemos que a ACH é um anteprojeto viável para a formação docente e desejamos que mais formadores/as a desenvolvam nas diferentes etapas e fases da docência.

Palavras-chave

Ensino por investigação Formação de professores de Ciências Alfabetização Científica Humanizadora Conscientização Desenvolvimentismo

Classificações

Nível de Ensino

ES

Componente Curricular

Biologia

Público Alvo

Alunos

Modalidade

Regular