Grupo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização Científica e Tecnológica

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Mestrado Acadêmico Escolar

Ensino por investigação e argumentação como promotores da Alfabetização Científica: análise do desenvolvimento de uma Sequência de Ensino Investigativa em uma turma de Ciências do Ensino Fundamental 

Nome do(a) autor(a)

Rafael Alves Ramos

Nome do(a) orientador(a)

Carmen Regina Parisotto Guimarães

Instituição IES

UFS

Ano de Defesa

2020

Resumo

Atualmente, as pesquisas em educação em ciências apontam para a necessidade de prover os indivíduos de conhecimento científico e ao mesmo tempo torná-los capazes de tomar decisões que envolvam também questões não científicas. Diversos autores discutem que a Alfabetização Científica- AC representa um parâmetro para o ensino de ciências na perspectiva da aprendizagem de conceitos científicos, no entendimento da natureza da Ciência e da relação Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente – CTSA. Nesta pesquisa preocupamo-nos na promoção da AC no ensino, para isso propusemos a implementação de uma Sequência de Ensino Investigativa – SEI interdisciplinar com características do “fazer ciência” na educação básica. A SEI proposta apresenta atividades que estão baseadas nas modalidades didáticas de investigação a partir da problematização do que é ensinado e da Argumentação, com promoção do pensamento científico. O desenvolvimento da SEI envolveu os alunos em um contexto de investigação científica a partir da utilização de inúmeros recursos culturais. Dentre eles, destacamos: falar, escrever e ler que são recursos presentes na Linguagem Científica – LC. Utilizamos a triangulação de dados através da gravação em vídeo de episódios, da produção de textos escritos pelos estudantes nos cadernos de atividades e em relatório científico, objetivando analisar a presença de indicadores de AC e de Argumentação. Como resultados identificamos: mudanças de concepções alternativas para conceitos estruturados cientificamente durante a sequência de atividades; utilização de linguagem científica e estabelecimento de relação de significados sobre os fenômenos em questão; presença majoritária de indicadores de AC relacionados ao trabalho direto com dados ou com as bases das quais se compreendia o assunto ou situação; construção de ideias lógicas e objetivas; pouca prevalência ou ausência de determinados indicadores de AC relacionados ao entendimento das situações; baixa frequência de indicadores de Argumentação nas interações discursivas e pouco engajamento na atividade de caráter coletivo. Com isso, consideramos que a presença dos indicadores de AC e de Argumentação indica que a AC está em processo, carecendo tal processo permanecer em constante construção. Salientamos que uma forma de conduzir os estudantes na criação de argumentos escritos é utilizando um layout adaptado. Em relação ao Ensino por Investigação e a Argumentação, conclui-se que ambos se apresentam como abordagens e/ou modalidades didáticas que privilegiam situações didáticas com características do trabalho científico. Neste ponto, chama-se a atenção para a aproximação da cultura científica com a escolar, rompendo com uma cultura de práticas didáticas sem contextualização com a própria ciência.

Palavras-chave

Ensino de ciências Investigação científica Argumentação Científica Aprendizagem científica

Classificações

Nível de Ensino

EF II

Componente Curricular

Ciências

Público Alvo

Alunos

Modalidade

Regular