Educação ambiental com ênfase na Alfabetização Científica e no desenvolvimento do pensamento crítico para estudantes com deficiência visual: contribuições para a área de ensino de Ciências
Nome do(a) autor(a)
Marcelly Castello Branco Lopes
Nome do(a) orientador(a)
Michele Waltz Comarú, Maria da Conceição de Almeida Barbosa Lima
Instituição IES
FIOCRUZ
Ano de Defesa
2024
Resumo
Considerando a importância da Educação ambiental no ensino formal, o objetivo dessa pesquisa é desenvolver processos de ensino voltados para essa temática, que sejam inclusivos desde a sua concepção visando contribuir para a promoção efetiva da alfabetização científica e desenvolvimento do pensamento crítico junto a alunos com deficiência visual (DV). O trabalho tem sido desenvolvido no Instituto Benjamin Constant (IBC), que se localiza na cidade do Rio de Janeiro/RJ, e o público-alvo foram alunos DV do 7° ano do ensino fundamental II. Com as contribuições da Teoria da atividade, foram abordados temas sócio científicos em aulas de ciências por meio do ensino por investigação visando a promoção da Alfabetização Científica. A interação entre professor e aluno DV para discussão dos conceitos de Educação Ambiental foi realizada principalmente por meio do recurso da audiodescrição. A pesquisa de abordagem qualitativa é classificada quanto ao método de produção de dados como estudo de caso, com caráter eletivo e contempla temas do currículo de ciências do ensino fundamental relacionados com a educação ambiental, especialmente o tratamento dos resíduos sólidos. Os dados foram registrados por meio de gravações em áudio e vídeo. As atividades ocorreram durante as aulas de ciências, e se iniciaram com a aplicação de um questionário com perguntas abertas para os estudantes. Para obtenção dos resultados preliminares foram realizadas 4 etapas procedimentais: prática de identificação e separação dos resíduos sólidos; reciclagem dos resíduos sólidos orgânicos; Feira de Ciências e; visita a “área verde de conservação” com o plantio de mudas de árvores nativas e uma horta orgânica. Verificou-se que, para estudantes DV, as práticas coletivas são valiosas e levam a ações conscientes e autônomas em seu cotidiano, mas também permitem que o educando esteja envolvido e seja ativo na resolução dos problemas socioambientais. Espera-se com esse estudo não só apresentar alternativas de práticas pedagógicas inclusivas possíveis de serem realizadas com alunos videntes e DV juntos, como também apresentar a comunidade acadêmica da área de ensino as potencialidades dessas práticas inclusivas para a formação de cidadãos alfabetizados cientificamente e socialmente responsáveis, sendo formados de maneira humanista e sustentável.
Palavras-chave
Classificações
Nível de Ensino
EF II
Componente Curricular
Ciências
Público Alvo
Alunos
Modalidade
Regular



