Alfabetização Científica e corporeidade das crianças das classes populares
Nome do(a) autor(a)
Marineth Vitorino Dos Santos
Nome do(a) orientador(a)
Valmir Cândido Sbano
Instituição IES
UFF
Ano de Defesa
2022
Resumo
Esta dissertação procura investigar como, por meio de vivências nas quais o corpo tem lugar prioritário, as concepções dos educandos sobre a produção do som participam de seu processo de ensino-aprendizagem, tendo como perspectiva o enlace entre as culturas, as subjetividades e o ensino de ciências. Através de um diário de campo, esta pesquisa registra o trabalho e aproveitamento possíveis a partir de ecos afropindorâmicos, em favor do ensino de ciências e da alfabetização científica no ensino fundamental público brasileiro. A perspectiva, em sintonia com a pedagogia de Paulo Freire, é a de dar voz ao corpo discente, isto é, aos corpos dos estudantes, enquanto esses corpos registram e protagonizam subjetividade e história, negra e indígena. Aproveitando a obra de A. Chassot, Estamira, Frantz Fanon, Paulo Freire, Conceição Evaristo, A.L.B. Smolka, Vigotski, dentre outros, o trabalho teórico de base da pesquisa articula, numa perspectiva transversal e ensaística, som e voz, sonoridade e protagonismo, em vista da produção de um site intitulado Escutando com Sensibilidade – diálogos entre a corporeidade e alfabetização científica. Este trabalho audiovisual, dirigido aos(às) professores(as), sugere questões para discussão e debates, através de textos, oficinas, músicas e vídeos – que poderão contribuir para inspirar a fundamentação de propostas diversas e inclusivas, privilegiando, na prática da alfabetização científica, o tema da corporeidade pelo viés da sonoridade. As práticas pedagógicas dialogaram com a Lei nº 11.645/08. Esta alterou a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que altera as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Palavras-chave
Classificações
Nível de Ensino
EI
Componente Curricular
—
Público Alvo
Alunos, Professores
Modalidade
Regular



