O ensino de Ciências em espaços não-formais e a formação inicial de professores: uma visita ao Parque Chico Mendes
Nome do(a) autor(a)
Rubya Mara Rezende Madella Martins
Nome do(a) orientador(a)
Bianca Martins Santos
Instituição IES
UFAC
Ano de Defesa
2022
Resumo
Considerando que a utilização dos Espaços não Formais (ENF) educativos no ensino de ciências é um recurso didático catalisador de motivação e interesse, para alunos e para professores, sendo considerado um grande potencializador para o desenvolvimento de aprendizagem e envolvimento da comunidade escolar com o universo científico, posto isto, o trabalho tem como objeto de investigação o potencial pedagógico do espaço não formal, “Parque Ambiental Chico Mendes” (PACM), localizado na cidade de Rio Branco/AC, no ensino de ciências, com foco na formação inicial docente e nos alunos do ensino fundamental – séries finais. A utilização de espaços como recurso do ensino aprendizagem não é recente, porém, atualmente essa prática vem se ampliando cada vez mais, tornando-se necessário o desenvolvimento de ações e investigações que possam articular os espaços não formais com o ensino de ciências. Corroborando com busca de utilização dos ENF no ensino de ciências, buscou-se aporte sobre a temática as referências: Jacobucci (2008), Alcântra (2010), Fachín-Terán (2010) e Gohn (2006) para a abordagem na utilização dos espaços não formais, considerando também os pressupostos defendidos por Chassot (2018) para o desenvolvimento da alfabetização científica no ensino de ciências, bem como Pimenta (2002) e Imbernón (2006) no contexto de formação inicial de professores de ciências. Metodologicamente, optou-se pela realização de uma pesquisa de abordagem qualitativa. A coleta de dados ocorreu, primeiramente, por meio de entrevista semiestruturada, junto aos gestores do PACM, concomitantemente foi realizada a revisão bibliográfica com o objetivo de identificar pesquisas desenvolvidas nos ENF com foco no ensino de ciências, posteriormente, foi proposto uma visita ao parque, com os estudantes da licenciatura em Ciências Biológicas do IFAC (Instituto Federal do Acre). Como resultado, destaca-se a participação dos estudantes na construção de um livro de memórias durante a visita ao parque, que constitui uma das fontes de resultados da pesquisa. A visita foi organizada em momentos, observando em cada parada os respectivos temas de discussão, a saber: 1) a Seringueira, contemplando a parte histórica, contextualização econômica e social; 2) as raízes, envolvendo a questão da sobrevivência e modificação da floresta como consequência da intervenção humana; 3) a floresta primária e secundária do parque; e 4) os povos tradicionais, abrangendo um momento sensitivo (com atividades sensitivas de cheiro e toque, buscando memórias que possibilitem o desenvolvimento do sentimento de pertencimento ao meio que estão inseridos), os saberes dos povos originários do local incluindo os personagens expostos no parque, a casa do seringueiro, o defumador e a maloca. Após a análise dos dados coletados, foi organizado como produto educacional um roteiro de visita com enfoque na formação inicial de professores que pode ser aplicado para ensino fundamental – séries finais, com as devidas adaptações. Este contém um caderno de memória e a proposta de construção da carpoteca durante a visitação. Consta no produto educacional um roteiro de uma aula para os acadêmicos, discutindo o ensino de ciências na utilização de espaço não formal com a provocação sobre quais estratégias de ensino e temas os acadêmicos poderiam abordar numa visita ao parque com alunos da educação básica.
Palavras-chave
Classificações
Nível de Ensino
EF II, ES
Componente Curricular
Ciências, Biologia
Público Alvo
Abordagem Genérica
Modalidade
Regular



