Literatura carcerária: a pesquisa-ação no estabelecimento prisional de Cacanda, em Angola
Nome do(a) autor(a)
Thais Barbosa Passos
Nome do(a) orientador(a)
Roberto Da Silva
Instituição IES
USP
Ano de Defesa
2022
Resumo
A pesquisa foi realizada no Estabelecimento Prisional de Cacanda, na Província de Lunda Norte, sendo este um dos quarenta estabelecimentos prisionais de Angola. Referenciando-se na experiência brasileira de adotar o trabalho, os estudos e a leitura como fator de execução penal, com vistas à diminuição do tempo de encarceramento, escolhemos uma prisão na qual não há estímulos à leitura e à escrita para testar a hipótese de que suas primeiras manifestações textuais poderiam nos mostrar a gênese de uma Educação em Direitos, cuja epistemologia é determinada pela situação de encarceramento. Objetivou-se introduzir a prática da leitura e da escrita por meio da oferta de oficinas de leitura e escrita, o que, a rigor, não existia nos estabelecimentos prisionais daquele país. Seu desenho teórico é de uma pesquisaação, que envolve levantamento documental, revisão bibliográfica e coleta de dados por meio de questionário. Durante quatro meses, envolvemos vinte e seis pessoas presas em um experimento pedagógico denominado Alfabetização Científica e os estimulamos a falar, pensar, dialogar, ler e escrever, contrastando suas escritas com os referenciais da Literatura de Testemunho e da Teoria do Reconhecimento com vistas a identificar as narrativas predominantes e o uso que se faz das competências leitora e escritora em um contexto prisional. Submetidos os textos à análise de conteúdo, confirmamos a hipótese inicial de que o contexto de encarceramento, por si só, é capaz de produzir uma epistemologia que se traduz em narrativas de interesse para a área da Educação.
Palavras-chave
Classificações
Nível de Ensino
—
Componente Curricular
—
Público Alvo
Outros (População prisional)
Modalidade
Não se aplica



