Cada cabeça uma sentença: narrativas docentes sobre Alfabetização Científica e Tecnológica em práticas de insubordinação criativa nos anos iniciais do Ensino Fundamental
Nome do(a) autor(a)
Adriano Santos De Mesquita
Nome do(a) orientador(a)
Regina Célia Grando
Instituição IES
UFSC
Ano de Defesa
2023
Resumo
Neste texto, apresento narrativas de Professoras dos anos iniciais sobre suas experiências em Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT), em situações de insubordinação criativa e em contextos de Ensino e Aprendizagem em Ciências. Defendo a tese de que, ao narrarem sobre suas experiências envolvendo a Alfabetização Científica e Tecnológica, em situações de insubordinação criativa, Professoras dos anos iniciais possibilitam a si mesmas, tomadas de decisão, engajamento e participação social em diferentes contextos do Ensino de Ciências. Para isso, investigo de que forma – por meio de práticas de ensino em ACT – tomadas de decisão coletivas, engajamento e participação social são mobilizados pelas Professoras na perspectiva do Ensino de Ciências. Participam desta investigação seis Professoras de uma Escola da rede pública estadual situada na cidade de Belém-PA. As Professoras são formadas em pedagogia e atuam em turmas do 1º ao 5º anos do Ensino Fundamental. Para acessar as narrativas docentes, minha proposta foi constituir um grupo de pesquisa-formação (Josso, 2004; 2007) com encontros quinzenais nos quais, além de estudar sobre a temática em tela, narramos sobre nossas experiências envolvendo a Alfabetização Científica e Tecnológica. Para analisar o material empírico produzido, agrupei as narrativas em categorias de acordo com as semelhanças (Bruner; Weisser, 1997) e núcleo comum (Bertaux, 2010) de cada relato, mas, ao mesmo tempo, foram pensadas considerando as singularidades daquilo que contam as Professoras. Para tratar da Alfabetização Científica e Tecnológica, sobretudo na perspectiva da tomada de decisão, recorro às ideias de autores estrangeiros e nacionais a exemplo de Fourez (1994, 1997, 2003), Bybee (1995), Shen (1975), Lorenzetti (2020; 2021), Sasseron (2008), Lorenzetti e Delizoicov (2001). Associo-me às ideias de D’Ambrosio e Lopes (2014; 2015) para dialogar sobre insubordinação criativa. E às ideias de Clandinin e Connelly (2011), Bolívar, Domingo e Fernández (2001) para discorrer sobre os pressupostos da pesquisa narrativa e a compreensão teórica e metodológica da narratividade e escrita de si na pesquisa. Os resultados indicam que as Professoras mobilizam conhecimentos importantes para a promoção da alfabetização científica e tecnológica, entretanto percebi que, nos processos formativos pelos quais passaram, não foram estimuladas, ou o estímulo foi insuficiente para o trabalho com a ACT; por isso, não se sentem seguras para discutir, debater, abordar ou argumentar temáticas específicas do Ensino de Ciências. Por outro lado, considerando a insubordinação criativa das docentes, aulas-passeio ao Planetário e a Museus de Ciências são propostas com vistas à superação de suas dificuldades e com o objetivo de melhor atender às necessidades de aprendizagem dos alunos. Especificamente sobre a pesquisa-formação vivenciada pelas Professoras, o tempo no grupo possibilitou trocas de experiências e, portanto, foi formativo. Além disso, a construção, de forma colaborativa, de uma proposta de ensino para a promoção da ACT, demonstra apropriação de conhecimentos relevantes que passam a fazer parte da construção teórica vivenciada pelas Professoras.
Palavras-chave
Classificações
Nível de Ensino
EF I
Componente Curricular
Ciências
Público Alvo
Professores
Modalidade
Regular



