Alfabetização Científica: concepções e práticas das professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental em uma escola pública de Rio Branco – AC
Nome do(a) autor(a)
Jeane Melriele Rodrigues Ferreira
Nome do(a) orientador(a)
Adriana Ramos Dos Santos
Instituição IES
UFAC
Ano de Defesa
2023
Resumo
A ciência é de suma importância para o desenvolvimento individual e social, e vem colaborando para o desenvolvimento intelectual dos alunos, pois auxilia na compreensão do conhecimento científico que é essencial para que os sujeitos interpretem o mundo e possam de maneira crítica atuar sobre ele. Com essa perspectiva, acreditando que os conhecimentos devem ser articulados desde cedo, com alunos ainda iniciando o processo de alfabetização que emergiu a questão problematizadora desta pesquisa: quais as concepções de Alfabetização Científica dos professores que ensinam ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental, numa escola pública da cidade de Rio Branco-AC? Em consonância com essa indagação, o objetivo geral desta pesquisa consiste em: analisar as concepções e práticas de Alfabetização Científica das professoras que ensinam Ciências nos anos iniciais (1º e 2º) do Ensino Fundamental numa escola pública da cidade de Rio Branco-AC. Tratase de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo exploratória-descritiva. Para a aquisição dos dados, utilizou-se como instrumento, questionários e da técnica do Grupo Focal – GF. Os sujeitos da pesquisa foram 06 professores titulares de turmas dos 1º e 2º ano, numa escola estadual de Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano. Para a análise dos dados foi utilizado a análise temática de conteúdo da Bardin (1977), no qual serviu para organizar os dados em categorias de análise. A pesquisa tomou como base conceitual o termo Alfabetização Científica – AC, de Chassot (2002); Lorenzetti (2001); Sasseron (2008); e na ideia de alfabetização cunhada por Freire (1978); para os indicadores de AC, utilizou-se de Sasseron e Carvalho (2008); a Base Nacional Comum Curricular – BNCC e o Currículo de Referencial Único do Acre – CRUA, para estudos referentes a AC e suas especificidades no aporte legal; e dos estudos de Freitas (2016), Cássio (2019), Lopes e Oliveira (2015), dentre outros, como aporte teórico. Os resultados da pesquisa apontaram, num primeiro momento, que as professoras possuem uma concepção de AC ainda limitadas, baseadas na própria concepção de ciências de cunho tradicional, o que infere-se na prática pedagógica; num segundo momento, houve uma ampliação do conhecimento do grupo, permeada pelas estratégias de condução do GF, bem como do próprio diálogo mantido entre o grupo; evidenciou uma prática de AC, em certos momentos, “por acaso”, independente de uma intencionalidade; a respeito da proposição de AC nos documentos orientadores BNCC e CRUA, ficou evidente que não é identificado os processos de AC pelo GF; no que diz respeito ao processo de elaboração e aplicação da Sequência Didática, o grupo participou com ideias de atividades, material e organização da aula, porém, não apresentou estratégias referentes aos indicadores de AC e da problematização (como apresentado em proposta inicial ao grupo); do resultado do questionário avaliativo da SD, foi positivo com relação à contextualização, organização e orientação das atividades, assim, como evidenciou atividades de leitura, escrita e prática como promotoras de AC, por meio dos indicadores de AC. Portanto, os resultados mostraram que, de acordo com a literatura acadêmica a AC deve ser trabalhada desde os anos iniciais, apesar disso, pouco se enxerga esse compromisso nos documentos de orientação da prática dos professores. Evidenciaram também que o professor necessita de uma rede de apoio no qual permitam ampliar seus conhecimentos teórico/prático.
Palavras-chave
Classificações
Nível de Ensino
EF I
Componente Curricular
Ciências
Público Alvo
Professores
Modalidade
Regular



