Sequência de atividades investigativas em aulas de campo no Ensino Médio: uma proposta didática
Nome do(a) autor(a)
Maria Margareth Cancian Roldi
Nome do(a) orientador(a)
Carlos Roberto Pires Campos
Instituição IES
IFES
Ano de Defesa
2023
Resumo
Esta tese apresenta alguns questionamentos, os quais ajudam a compreender o processo de aprendizagem no ensino de ciências por investigação articulado à metodologia das aulas de campo, buscando responder à seguinte pergunta de pesquisa: como introduzir elementos do ensino de ciências por investigação em uma aula de campo, com alunos do Ensino Médio, com vistas a propor uma prática pedagógica? Para responder a tal questão, o estudo visa a analisar o desenvolvimento de aulas de campo no Instituto Nacional da Mata Atlântica, à luz do ensino de ciências por investigação, propondo relações de congruências de modo a avançar na construção de uma proposta didática. O referencial teórico centra-se em algumas bases epistemológicas sobre o ensino de ciências, com vistas a defender que esse modo de ensinar, por meio da metodologia pedagógica das aulas de campo em diálogo com o ensino de ciências por investigação, favorece avanços na Alfabetização Científica. Para a organização das atividades de ensino, desenvolveu-se uma sequência de atividades investigativas em aula de campo (SAIAC), sobre ecologia, com foco em sucessão ecológica. Trata-se de um estudo qualitativo do tipo pesquisa participante, realizado com estudantes pertencentes às três séries do Ensino Médio em duas escolas da rede estadual de ensino, localizadas no município de Fundão e Santa Teresa/ES/Brasil, respectivamente. A aula de campo, para as duas escolas, foi realizada no Instituto Nacional da Mata Atlântica-INMA. Foram utilizadas, na produção dos dados, as anotações em diário de campo da pesquisadora, o material textual produzido pelos estudantes e a transcrição dos áudios gravados durante o transcurso das atividades. Os dados analisados decorreram das atividades empreendidas na escola de Fundão, ancorada na análise de conteúdo. Para verificar a viabilidade da utilização/adaptação dos três momentos: pré-campo, campo e pós-campo incorporados às etapas de uma sequência de ensino investigativa (SEI), utilizaram-se as etapas desenvolvidas na SAIAC (sensibilização, experimentação e elaboração). Para identificar os indicadores de Alfabetização Científica, as categorias que fundamentaram a abordagem dos dados foram aquelas propostas por Sasseron e Carvalho (2008;2011) e para verificar se a proposta pedagógica favoreceu a aprendizagem, utilizaram-se os objetivos de aprendizagem presentes na sequência de atividades investigativas em aula de campo. Os resultados apontaram para a consolidação da proposta, corroborados pelos resultados da análise. A prática pedagógica pode aproximar os estudantes da metodologia científica, estreitando a distância entre o ensino de ciências da educação básica e do conhecimento científico em espaços extraescolares, bem como mobilizar processos para Alfabetização Científica. No transcurso da pesquisa, não foi ignorado o processo de prototipagem do produto educacional (PE), razão pela qual a SAIAC foi replicada. Tendo em vista a possibilidade de a prática ser utilizado por outros docentes, visando a garantir a replicabilidade em outros contextos escolares, optou-se por um handbook como forma de materialização do PE, denominado Ensino de Ciências por Investigação em Aulas de Campo: orientações para professores da educação básica.
Palavras-chave
Classificações
Nível de Ensino
EM
Componente Curricular
Ciências
Público Alvo
Alunos
Modalidade
Regular



