A Alfabetização Científica na escola inclusiva: diálogos para suplementar a formação de professores
Nome do(a) autor(a)
Ana Paula Aparecida Dos Santos
Nome do(a) orientador(a)
André Luis De Oliveira
Instituição IES
UEM
Ano de Defesa
2020
Resumo
O pensamento lógico-matemático e a racionalidade ainda são priorizados na maioria das escolas brasileiras, o que resulta na falta de estímulo ao desenvolvimento integral do aluno, discriminação e evasão daqueles que não se adaptam a essa proposta. Assim, tivemos por objetivo realizar um mapeamento de informações acerca da alfabetização científica de pessoas com deficiências/transtornos e confrontá-las com situações reais presentes em escolas estaduais do munícipio de Maringá. Desse modo, foram selecionadas publicações que abordavam o tema Ensino de Ciências e Educação Inclusiva, as quais constituíram um Estado da Arte. As situações reais foram obtidas por meio de informações contidas em relatórios disponibilizados por oito (8) colégios e nas respostas de dezenove (19) educadoras especializadas em educação inclusiva a uma questão significativa: qual sua leitura acerca da concretização da Alfabetização Científica de alunos com deficiências/transtornos matriculados no Ensino Regular? A análise aplicada ao Estado da Arte contou com pressupostos teóricos e metodológicos da Análise Textual Discursiva, que consiste basicamente em três etapas: (1) “unitarização”; (2) “estabelecimento de relações ou categorização”; e (3) “comunicação ou produção de metatextos”. A redação dos metatextos se deu com base nas interpretações das produções, articuladas aos dados obtidos nos relatórios, as unidades de significado extraídas dos discursos das professoras e aos referenciais teóricos da área. Os resultados mostraram que as pesquisas científicas oferecem suporte à alfabetização científica de pessoas com deficiências/transtornos, porém, não se pode afirmar como satisfatório, uma vez que, foram percebidas a existência de lacunas, tais como: alguns dos fatores apresentados foram mais explorados do que outros, como por exemplo, a formação de professores, o que acaba por induzir a canalização de maior responsabilidade a apenas um dos lados envolvidos; já aspectos ligados a participação da família dos estudantes não foram contemplados em nenhuma das produções selecionadas; uma quantidade significativa das propostas pedagógicas aplicadas foram direcionadas somente a situações específicas dos alunos de educação especial, ou seja não eram proposta elaboradas para a turma como um todo e que alcançassem inclusive esses alunos; os aspectos externos aos muros da escola foram poucos explorados, o que configura-se como um fator limitante para a inclusão, uma vez que muitos desses exercem grande influência em tal processo, como por exemplo, aspectos econômicos ligados a liberação de recursos financeiros para aquisição de materiais pedagógicos e treinamentos; além disso podemos citar a carência de recomendações mais diretas no sentido de se buscar a efetivação das Políticas Públicas de Inclusão. Sobre a percepção das professoras especializadas em Educação Inclusiva, foram notadas respostas divergentes, sendo algumas positivas a efetivação da alfabetização científica de pessoas com deficiência/ transtorno e outras, não. Porém, mesmo nas respostas negativas em nenhum momento a deficiências/transtornos foi colocada como causa, sendo apontados outras razões em consonância com os fatores abordados nas produções. Acreditamos que a análise das informações provindas dos três (3) instrumentos de coleta apresenta significativa relevância ao Ensino de Ciências (EC) e alfabetização científica de pessoas com deficiências/transtornos.
Palavras-chave
Classificações
Nível de Ensino
—
Componente Curricular
—
Público Alvo
Abordagem Genérica
Modalidade
EE



