Grupo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização Científica e Tecnológica

Banco de Dissertações e Teses

Voltar
Mestrado Acadêmico Escolar

Formação continuada de professores de Ciências da Natureza na rede estadual de São Paulo: há espaço para a Alfabetização Científica?

Nome do(a) autor(a)

Cyntia Helena Ravagnani De Almeida

Nome do(a) orientador(a)

Isabela Custódio Talora Bozzini

Instituição IES

UFSCAR

Ano de Defesa

2023

Resumo

Esta pesquisa teve como propósito investigar os processos formativos de docentes da área de ciências da natureza, realizados pela Secretaria de Educação do estado de São Paulo (SEE). Tendo em vista a complexidade de fatores que permeiam a formação de professores, neste trabalho abordaremos as questões referentes à formação continuada à alfabetização científica. Buscando compreender, bem como analisar a formação continuada dos professores da área de Ciências da Natureza nos anos de 2021 e 2022. Endentemos que a formação de professores deve envolver um processo contínuo de desenvolvimento profissional. No contexto da pesquisa a alfabetização científica é investigada como parte da formação continuada de professores de ciências da natureza, implicando não apenas na transmissão de conhecimento científico, mas também no desenvolvimento de conhecimentos voltados à sua ação pedagógica. A metodologia empregada foi a análise documental, utilizando documentos e programas de formação continuada da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SEE/SP). Os documentos são os vídeos das Atividade de Trabalho Pedagógico Coletivo disponibilizados no Centro de Mídias de São Paulo com foco na temática de Sustentabilidade. A questão norteadora da pesquisa foi: “De que maneira a formação continuada de professores de Ciências da Natureza foi promovida pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, nos anos de 2021 e 2022? Esta formação incorpora a alfabetização científica no âmbito da educação científica?" Por meio da análise desses materiais, buscou-se responder a essa questão. Ao dialogar com teorias sobre modelos de racionalidade na formação de professores, argumentamos que nos vídeos analisados predomina a racionalidade técnica e a racionalidade prática, com certo grau de esvaziamento de conceitos e discussões, sem preocupação em desenvolver nos educadores uma responsabilidade com a aprendizagem dos estudantes ou o senso crítico em relação aos conteúdos científicos ou ao desenvolvimento profissional. Também identificamos que não houve um cuidado com a preparação dos docentes para a promoção da alfabetização científica nos estudantes. Além do senso crítico, interatividade e diálogo também são deixadas de lado. Vale lembrar que mesmo antes da chegada da pandemia de COVID-19 no país, a formação de professores no estado de São Paulo não era realizada totalmente de maneira presencial, pois as grandes formações com especialistas e intelectuais eram destinadas apenas a gestores e coordenadores e nem sempre na sua totalidade. Posteriormente, estes coordenadores repassavam as informações aos professores nas escolas. Mas no período da Pandemia, toda formação foi realizada à distância no formato de vídeos instrucionais, com pouca ou nenhuma interação entre os docentes. Sabemos que a formação presencial pode promover uma interação direta entre os participantes, o que possibilita a troca de experiências e vivências, além do estabelecimento de redes de contatos profissionais e um envolvimento mais efetivo dos participantes. Infelizmente, mesmo com a retomada das atividades presenciais nas escolas, a formação continuou sendo realizada à distância, mantendo os problemas advindos dessa modalidade, principalmente a falta de interação entre os profissionais.

Palavras-chave

Ensino de ciências Alfabetização Científica Formação continuada de professores Educação Científica educação dialógica

Classificações

Nível de Ensino

EF II, EM

Componente Curricular

Ciências

Público Alvo

Análise Documental

Modalidade

Regular